Cineastas Iranianos - Parte 3

Cineastas Iranianos - Parte 3

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- 21/09/2020 12:57:58

Nas últimas semanas, você já conheceu em nossa página sobre A História do Cinema Iraniano e sobre os cineastas Abbas Kiarostami, Jafar Panahi e Asghar Farhadi. E agora traremos para você uma série de recomendações de mais diretores iranianos para você ficar por dentro do fantástico cinema do Irã!

Confira a Parte 1 e Parte 2, e confira a parte 3 a seguir:

 

Majid Majidi

Majid Majidi (Persa: مجید مجیدی‎ ) nasceu em 17 de abril de 1959 no Teerã, no Irã, em uma família de classe média. Majidi começou a atuar em grupos de teatro amador aos quatorze anos. Depois de receber seu diploma do ensino médio, começou a estudar arte no Instituto de Arte Dramática de Teerã. Após a Revolução Islâmica do Irã de 1979, seu interesse pelo cinema o levou a atuar em vários filmes, como Baykot (1986), de Mohsen Makhmalbaf, e Teer baran (1986), de Ali Azghar Shadaravan. Mais tarde, Majidi começou a escrever e dirigir curtas-metragens. Sua estreia na direção de longas-metragens foi com o filme Baduk (1992), exibido no Festival de Cannes, que ganhou prêmios no Festival de Cinema de Fajr, no Teerã.

Desde então, escreveu e dirigiu diversos filmes de destaque que ganharam reconhecimento em todo o mundo, como Filhos do Paraíso (1997), vencedor do prêmio de Melhor Filme no Festival de Montreal e indicado como Melhor Filme Estrangeiro no Oscar. O longa A Cor do Paraíso (1999), também ganhou o prêmio de Melhor Filme no Festival Internacional de Cinema de Montreal e estabeleceu um novo recorde de bilheteria para um filme asiático. O filme Baran (2001), por sua vez, ganhou vários prêmios importantes em todo o mundo, notadamente o prêmio de Melhor Filme no Festival de Montreal. 

Em 2001, durante a guerra contra o Talibã no Afeganistão, Majidi fez o filme Barefoot to Herat (2003), um documentário sobre os campos de refugiados do Afeganistão. O longa ganhou o Prêmio Fipresci no Festival Internacional de Tessalônica. O diretor também recebeu o Prêmio Douglas Sirk, em 2001, e o Prêmio Amici Vittorio de Sica, em 2003. Em 2005, dirigiu Entre Luzes e Sombras (2005), filme que ganhou quatro prêmios no Fajr Film Festival de 2005, em Teerã. Suas produções mais recentes foram o filme de Bollywood, Beyond The Clouds (2017) e o seu mais novo longa The Sun (2020) que fez sua grande estreia no Festival de Veneza de 2020, e venceu os prêmios de Melhor Filme e Melhor Roteiro no Festival de Cinema de Farj, em Teerã, no Irã. Majid Majidi é um dos diretores mais influentes do Irã e seus filmes são conhecidos por terem uma sensação simples e poética.

 

Rakhshan Bani-E'temad

Rakhshan Bani-E'temad (Persa: رخشان بنی اعتماد) nasceu em 3 de abril de 1954 no Teerã, no Irã. Bani-E'temad é amplamente considerada a principal diretora do Irã e seus filmes foram elogiados em festivais internacionais, além de serem notavelmente populares entre os críticos e o público iraniano. Seu título como "Primeira Dama do Cinema Iraniano" não é apenas uma referência ao seu destaque como cineasta, mas também conota seu papel social de mesclar política e família em seu trabalho.

Apesar de seu sucesso com a crítica com o passar de sua carreira, seus primeiros filmes foram recebidos com duras críticas. No entanto, a diretora finalmente ganhou sucesso crítico e popular em 1991, com o filme Nargess. Bani-E'temad recebeu o prêmio de Melhor Diretor do Festival de Cinema de Fajr e marcou a primeira vez na história do festival que uma mulher recebeu o prêmio de Melhor Diretor.

Os filmes de Bani-E'temad são considerados documentações sociais e politicamente conscientes, que refletem as realidades das experiências da vida cotidiana do povo iraniano. Seus documentários estão centrados em questões de pobreza, criminalidade, divórcio, poligamia, normas sociais, tabus culturais, opressão das mulheres e expectativas culturais.

Com o filme Our Times (2002), Bani-E'temad se tornou a primeira cineasta a enfrentar explicitamente a guerra Irã-Iraque e isso a colocou em um papel importante na história do cinema iraniano, pois desafiou os códigos de censura do Irã até o limite.

Bani-E'temad doou seu prêmio internacional pelo seu filme mais recente, Contos Iranianos (2014), para construir um abrigo para mulheres sem-teto. O longa também concorreu ao Leão de Ouro no Festival de Veneza. Anteriormente, a diretora também doou alguns de seus prêmios para ajudar mulheres desfavorecidas.


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