Cineastas Iranianos - Parte 2

Cineastas Iranianos - Parte 2

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- 18/09/2020 12:30:29

Nas últimas semanas, você já conheceu em nossa página sobre A História do Cinema Iraniano e sobre os cineastas Abbas Kiarostami, Jafar Panahi e Asghar Farhadi. E agora traremos para você uma série de recomendações de mais diretores iranianos para você ficar por dentro do fantástico cinema do Irã!

Confira a Parte 1 e confira a parte 2 a seguir:


Samira Makhmalbaf
Samira Makhmalbaf (Persa: سمیرا مخملباف‎) nasceu em 15 de fevereiro de 1980 no Teerã, no Irã. Aos oito anos, atuou no filme O Ciclista, dirigido por seu pai, Mohsen Makhmalbaf, célebre cineasta iraniano.

Aos 17 anos, Samira dirigiu seu primeiro longa-metragem intitulado A Maçã (1998) e se tornou a diretora mais jovem do mundo participando da seção oficial do Festival de Cannes de 1998. Samira foi elogiada em diversas ocasiões pelo cineasta Jean-Luc Godard por seu filme. O longa foi convidado para dezenas de festivais internacionais de cinema em um período de dois anos, enquanto também era exibido nos cinemas de mais de 30 países.

Em seguida, Samira fez seu segundo longa-metragem, O Quadro Negro (2000), na região Curdistão do Irã e, pela segunda vez, foi selecionada pelo Festival de Cannes para competir na seção oficial em 2000, onde recebeu o Prêmio Especial do Júri. O longa recebeu vários prêmios internacionais, incluindo o "Prêmio de Honra Federico Fellini" da UNESCO, e foi amplamente divulgado em todo o mundo e mais de duzentas mil pessoas assistiram ao filme na França.

Samira, ao lado de outros diretores como Ken Loach, Shohei Imamura, Youssef Chahine, Sean Penn, entre outros, fez um dos onze episódios do filme 11 de Setembro (2002). O longa estreou no Festival Internacional de Cinema de Veneza em 2002. O terceiro longa de Samira Makhmalbaf, Às Cinco da Tarde (2003), foi o primeiro longa-metragem filmado no Afeganistão após a invasão da NATO no país, durante a guerra do Afeganistão. O filme foi selecionado para a seção de competição do Festival de Cannes em 2003, e Samira recebeu o Prêmio Especial do Júri pela segunda vez. Em 2004, foi selecionada pelo jornal The Guardian como uma dos quarenta melhores diretores do mundo.

Samira filmou seu quarto longa-metragem, Cavalo de Duas Pernas (2008), também no Afeganistão. Durante a produção, Samira e a equipe sofreram um ataque quando um homem jogou uma granada no local de filmagem. Seis membros da produção ficaram feridos e Samira relembra o medo que sentiu no momento, achando que não veria seu pai novamente. O filme recebeu o prémio do Júri no Festival de São Sebastião, na Espanha. Samira Makhmalbaf também participou como júri em diversos festivais de cinema, como Cannes, Veneza, Berlim, Locarno, Moscou e Montreal.

 

Bahman Ghobadi
Bahman Ghobadi (Persa: بهمن قبادی ) nasceu em 2 de setembro de 1968 em Baneh, uma cidade perto da fronteira Irã-Iraque, na província do Curdistão, Irã. Ghobadi foi o primeiro filho de uma família de sete irmãos e viveram em Baneh até que, aos 12 anos, disputas civis levaram toda a sua família a imigrar para Sanandaj, o centro da província do Curdistão no Irã. Depois de terminar o colegial em Sanandaj, em 1992, Ghobadi se mudou para o Teerã e iniciou sua carreira artística no campo da Fotografia Industrial. Embora tenha frequentado o Iranian Broadcasting College, nunca se formou. Em vez de seguir um currículo formal, Ghobadi acreditava que a única maneira de aprender o ofício do cinema era fazendo curtas-metragens. Assim, seu ponto de partida foi filmar uma série de documentários curtos usando um filme de 8 mm.

Através de sua abordagem instintiva e prática do cinema, Ghobadi desenvolveu um estilo único, logo conquistando amplo reconhecimento local. Seu curta-metragem Life in a Fog (1999), foi um dos curtas mais aclamados já feitos no Irã. Após esse sucesso, Bahman Ghobadi fez Tempo de Cavalos Bêbados (2000), o primeiro longa-metragem curdo da história do Irã. Depois de receber vários prêmios internacionais, Ghobadi atraiu atenção internacional, venceu a Câmera de Ouro no Festival de Cannes e se estabeleceu como pioneiro no cinema curdo. Seus próximos filmes, Exílio no Iraque (2002), Tartarugas Podem Voar (2004) e Antes da Lua Cheia (2006), foram amplamente elogiados em festivais de cinema em todo o mundo, reunindo dezenas de prêmios. No entanto, esses filmes foram filmes pouco vistos em seu país natal. 

Em 2009, Ghobadi dirigiu Ninguém Sabe dos Gatos Persas, um semi-documentário sobre a cena da música indie underground no Teerã, filmado no Irã sem permissão oficial e em condições muito restritas. Depois disso, teve que deixar o Irã e continuar trabalhando no exterior. Em 2012, fez O Último Poema do Rinoceronte, filmado em Istambul. Seu trabalho mais recente, Uma Bandeira sem País (2015), é um documentário de ficção curda com ação em Erbil, Iraque-Curdistão. Em 2019, Ghobadi fez uma participação especial em O Irlandês (2019), de Martin Scorsese, onde representou um cozinheiro da prisão que serve um sorvete a Jimmy Hoffa. Ghobadi afirma que, apesar de não gostar de atuação, aceitou o convite em respeito à Martin Scorsese e Al Pacino.



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