Midsommar – Um Fabuloso Ritual Artístico (CRÍTICA)

Midsommar – Um Fabuloso Ritual Artístico (CRÍTICA)

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- 17/09/2019 12:59:06

Midsommar chega ao Brasil com a classificação etária para maiores de 18 anos e já é o suficiente para dizer que o filme chegou para te deixar perturbado, e é muito bem sucedido nesse fator.

 

O novo longa de terror da A24 é a segunda produção comandada por Ari Aster, um jovem diretor que vem atraindo muita atenção no meio do cinema independente desde o lançamento de sua aclamada estreia na direção em “Hereditário”. Em  “Midsommar”, o diretor se supera e traz uma fantástica direção e um filme de terror artístico único. 

 

O filme segue um grupo de amigos que são convidados para uma viagem em uma comuna no interior da Suécia para experienciar um festival tradicional, porém acabam se encontrando no meio de um ritual de um culto pagão. 

 

Logo na cena de abertura, vemos o cuidado que Aster tem nas imagens de seu filme somada com uma bela trilha sonora que já começa a preparar o espectador para a experiência ritualística que está a vir. Nas cenas seguintes, o diretor mostra que seu trabalho não é apenas um puro terror, mas também um drama, exibindo a dificuldade de relacionamentos e a dor de um luto, e nesse início, Florence Pugh já traz uma excelente performance que adiciona muita energia para a história do filme. A primeira cena de causar terror já demonstra que Aster pretende deixar o público desconfortável com cenas perturbadoras. 

 

A partir do momento em que os personagens se encontram na estrada, começamos a notar ainda mais a beleza da fotografia do filme e as escolhas de filmagens de Aster que trazem grande adição para a fantástica vivência de terror que está por vir, e quando o grupo de amigos chegam na comuna de Hårga em Hålsingland na Suécia, o festival começa e também se inicia um terror anormal.

 

“Midsommar” não tenta assustar sua audiência em momento nenhum, a intenção terrorífica de Aster é  causar completo desconforto com diversas cenas impactantes entre momentos de violência ou rituais exóticos que chamam muita a atenção, sempre tentando acender fortes emoções.  Entre deslumbrantes imagens da bela fotografia de Pawel Pogorzelski (Hereditário), que podem nos lembrar das imagens memoráveis da filmografia de Alejandro Jodorowsky (A Montanha Sagrada), a poderosa trilha sonora de Bobby Krlic, um roteiro original inteligente e uma direção extraordinária de Ari Aster, que entende perfeitamente que não se necessita de explicação, porém sim a exibição e sua execução. O longa deixa sua marca no gênero com uma brilhante experiência sem igual. Dentro de um competente elenco, Florence Pugh se destaca com uma performance fenomenal e expressões faciais fascinantes que garantem à atriz uma das melhores performances do ano e um futuro próspero para uma jovem que promete ser uma das melhores de sua geração e vem conquistando distinção em seu trabalho desde “Lady Macbeth” lançado em 2015. 

 

O filme não será de agrado a todos, com um fetio para um nicho específico, mas de certo deixará uma marca em qualquer um que assistir essa fascinante produção de Ari Aster.

 
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- Por Gabriel Prado

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