Mulheres na Direção #2

Mulheres na Direção #2

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- 04/03/2020 13:04:38


Mulheres na Direção #2
 

 

Greta Gerwig
 

Greta Gerwig é uma atriz, roteirista e diretora americana que conquistou a atenção do mundo por seu trabalho em Lady Bird, filme o qual Gerwig dirigiu, escreveu e concorreu ao Oscar nas categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Roteiro Original. Além disso, conquistou o prêmio de Melhor Filme Musical ou Comédia no Globo de Ouro. Esse foi seu primeiro trabalho como diretora solo, pois seu primeiro trabalho como diretora foi na co-direção de Nights and Weekends em 2008.

 

Gerwig já teve diversas experiências como co-roteirista e originalmente pretendia se tornar uma dramaturga, mas passou a atuar quando não foi admitida para o programa de MFA (Master of Fine Arts) para estudar dramaturgia. Entre 2006 e 2016, Gerwig trabalhou como atriz, atuou em diversos filmes independentes e co-escreveu alguns dos filmes em que atuou. Seu filme mais aclamado como atriz e co-roteirista foi Frances Ha, lançado em 2012.

 

Após seu sucesso com Lady Bird, Gerwig emendou em seu próximo trabalho, Little Women (Adoráveis Mulheres), uma adaptação do livro de mesmo nome. O filme foi indicado em 6 categorias na última edição do Oscar - Melhor Filme, Melhor Atriz, Melhor Atriz Coadjuvante, Melhor Roteiro Adaptado  e Melhor Trilha Sonora Original - e ganhou a estatueta por Melhor Figurino.

 

Gerwig ganhou um episódio no nosso programa rosebud.bio. Para saber um pouco mais sobre como as experiências da diretora influenciam seu cinema, o episódio de rosebud.bio sobre Greta Gerwig está disponível em Rosebud.bio - Ep. 12 - Greta Gerwig.

 

 

Carmen Santos
 

Carmen Santos foi uma das primeiras mulheres a dirigir e produzir filmes no Brasil. Além de dirigir e produzir, ainda atuava e era roteirista. Nascida em 1904 em Portugal, Carmen chegou ao Brasil aos 8 anos idade, onde iria criar sua carreira na indústria cinematográfica. Começou sua carreira como atriz aos 15 anos, no filme “Urutau”, exibido apenas uma vez em 1919. Logo após a exibição suas cópias foram consideradas perdidas. Em 1924 e 1925, Carmen começou sua carreira como produtora, produzindo os filmes do diretor tchecoslovaco, Leo Merten, nos filmes “A Carne” e “Mademoiselle Cinema”, porém acidentes causaram com que os negativos de ambos os filmes fossem destruídos, fazendo com que as produções nunca fossem se quer exibidas.

 

Mesmo não tendo exibições de seus filmes, Carmen Santos foi conseguindo criar uma imagem de estrela, principalmente com a ajuda de seu amigo Pedro Lima, um jornalista e crítico de cinema, que a ajudou com publicidade de artigos e fotos de Carmen, ajudando-a a se estabelecer como uma importante figura no cinema brasileiro. Em 1929, voltou a trabalhar como atriz e produtora no filme “Sangue Mineiro”, logo em 1931, atuou em “Limite”, o único filme finalizado e lançado de Mário Peixoto. Hoje, o filme de Peixoto é considerado o melhor e mais importante filme do cinema brasileiro.

 

Com sua carreira em ascendência e a mudança no clima político do Brasil, em 1934, Carmen se torna co-fundadora da Brasil Vita Filmes, produtora que contribuiu com diversas produções, entre filmes e série de TV. Em 1948, Carmen lançou o projeto mais ambicioso de sua carreira: “Inconfidência Mineira”, filme em que ela dirigiu, produziu, escreveu e atuou. Hoje, Carmen é considerada uma das principais figuras da história do cinema brasileiro e, em 2013, o Ministério da Cultura lançou um edital nomeado Carmen Santos para apoio financeiro a curtas e média-metragens produzidos por mulheres.

 
 

Donna Deitch
 

Donna Deitch é uma diretora e produtora americana com uma carreira que se expande por mais de 40 anos com trabalhos no cinema e na televisão. Seu principal trabalho é o filme Desert Hearts lançado em 1985 e aclamado até os dias de hoje por ser o primeiro filme a representar um romance entre duas mulheres de uma forma positiva em uma produção mainstream que abriu a porta para mais filmes que representassem a comunidade LGBT no cinema. O longa ainda recebeu o prêmio especial do júri do Festival de Sundance. Deitch trabalhou em três documentários e uma longa lista de séries de televisão, com seu trabalho mais recente sendo a série Greenleaf produzida por Oprah Winfrey.

 
 

Ida Lupino
 

Ida Lupino foi uma atriz, diretora, produtora e cantora que era considerada uma das diretoras mais proeminentes dos anos 50. Lupino foi uma das raras mulheres no cargo de direção em Hollywood em sua época e, com uma carreira de 48 anos, atuou em cerca de 59 filmes, dirigiu 8 longas e mais de 100 episódios de séries de televisão. Lupino foi a única mulher a dirigir a clássica série The Twilight Zone e foi a primeira mulher a dirigir um filme noir, The Hitch-Hiker, lançado em 1953.

 

Quando Lupino ainda trabalhava apenas como atriz, ela falou sobre quando começou a ter interesse em direção, descrevendo como ficava entediada no set enquanto “outra pessoa parecia estar fazendo todo o trabalho interessante”. A frente de seu tempo dentro do sistema de estúdios em Hollywood, Lupino tinha a intenção de criar filmes que estivessem enraizados na realidade, lidando com assuntos não convencionais e controversos que os produtores de estúdio não tocariam, incluindo gravidez fora do casamento, bigamia e estupro. Ela descreveu seus trabalhos independentes como “filmes que tinham significado social e ainda eram entretenimento, baseados em histórias verdadeiras, coisas que o público podia entender porque elas aconteceram ou foram de valor de notícia”. Ela se concentrou em questões femininas para muitos de seus filmes e gostava de personagens complexas.

 

 

 


 

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