A Música no Cinema

A Música no Cinema

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- 10/06/2019 16:45:13

De acordo com Kurt London, a música nos filmes começou “não como resultado de qualquer impulso artístico, mas de uma extrema necessidade de algo que abafaria o ruído produzido pelo projetor. Pois, naqueles tempos, ainda não havia paredes absorventes de som que pudessem separar a sala da máquina de projeção e o auditório. Este barulho doloroso perturbava o prazer visual. Instintivamente, os proprietários de cinema recorreram à música, e foi o caminho certo, usando um som agradável para neutralizar um menos agradável.”

Antes da era do som gravado em filmes, esforços eram tomados para fornecer música adequada para os filmes, geralmente através dos serviços de um pianista ou organista interno e, em alguns casos, orquestras inteiras, normalmente com partituras como um guia. Como um exemplo, na primeira exibição dos curtas-metragens dos Irmãos Lumière, em 1895, foi usado um pianista durante a apresentação. A maioria dos acompanhamentos musicais nessa época usava peças de compositores famosos. Estes eram frequentemente usados para formar catálogos de música de Photoplay, que tinham diferentes subseções separadas por humor e gênero: escuro, triste, suspense, ação, perseguição, etc.

O cinema alemão, altamente influente na era dos filmes mudos, forneceu algumas partituras originais em filmes de Fritz Lang como "Die Nibelungen" (1924) e "Metropolis" (1927). Ambos os filmes foram acompanhados por partituras orquestrais e temas musicais originais (Leitmotiv) em grande escala escritas por Gottfried Huppertz. Na França, antes da era do cinema "falante", Erik Satie compôs o que muitos consideram a primeira trilha sonora sincronizada "quadro a quadro" para "Entr'acte", de René Clair, em 1924. Antecipando as técnicas de "spotting" e as inconsistências das velocidades de projeção nas projeções dos filmes mudos, Satie anotou timings precisos para cada sequência e criou uma partitura flexível e aleatória de motivos evocativos breves, que podiam ser repetidos e variados em ritmo, conforme necessário.

Porém, com a chegada de sistemas de som em filme como o Vitaphone, a capacidade de sincronizar música e som na celuloide se torna possível no final da década de 1920. Logo a música rapidamente se tornou um aspecto integrante do processo de contar histórias. De repente, os compositores são contratados por Hollywood para escrever um novo material especialmente para o cinema e não se precisava mais de músicos tocando ao vivo nos locais, pois já era possível a reprodução musical pela própria projeção.

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